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Corrida de Toiros em Vinhais

Após mais um “defeso” encetámos uma nova temporada do GFA de Montemor, este ano ligeiramente mais cedo que o habitual. Queira Deus que tudo corra pelo melhor neste 72º aniversário.

Começámos esta temporada logo com uma digressão “à Grupo de Montemor” até à bela (e distante) localidade de Vinhais.

A partida foi sexta-feira ao fim do dia, pois a corrida era sábado e a viagem longa. A maioria do grupo encontrou-se em Santarém por volta das 19:00 horas e, com os atrasos do costume, fizemo-nos à estrada.

Não faria sentido uma viagem ao Norte sem a merecida paragem nos leitões e assim lá se fez um ligeiro desvio para degustar um porquinho e o espumante da Bairrada.

Eram cerca das 01:00 horas quando chegámos a Mirandela, sitio onde pernoitámos as duas noites. Como a corrida era cedo (14:30h) e estávamos todos um pouco cansados da viagem ninguém se atreveu a sair. Mal sabiamos que o tio Manuel da Câmara estava a inaugurar uma discoteca a umas centenas de metros do nosso “Hotel”…

Sábado fomos acordando ao longo da manhã – uns mais facilmente que outros – e as 12:30 h estávamos todos reunidos junto das piscinas de Vinhais para a primeira fardação da Época.

Neste dia foi inaugurada a Praça de Toiros (também conhecido como Chegódromo) de Vinhais que tem também função de mercado de gado da região. Para a inauguração da praça, para além do Pároco para a benção da praxe, esteve presente, entre outros,  o sr.  secretário de estado da cultura Elísio Summavielle e o presidente da Câmara de Vinhais que nos “brindou” com um eloquente discurso no qual frisou a importância das tradições tauromáquicas – tais como as corridas de toiros e as chegas de bois – bem como das infrastruturas a elas associadas para o desenvolvimento sócio-económico e cultural das populações do interior do País e o mundo rural em geral.

Os toiros de Manuel Coimbra estavam bem apresentados embora o nosso lote fosse escasso de força. Perfilaram-se para torear António Maria Brito Paes, Manuel Telles Bastos e Manuel Lupi. Todos os três estiveram em plano mais ou menos regular com alguns bons ferros dependendo também daquilo que os toiros permitiram, havendo algumas vezes falta de toiro.

O nosso lote tinha como pesos, por ordem de saída, 486 kg, 495 kg e 420 kg. Para abrir a época, pelo segundo ano consecutivo, o cabo Zé Maria escolheu o forcado António Vacas de Carvalho, que esteve bem à frente do toiro tendo uma boa reunião, no entanto o toiro tinha pouca força e acabou por escorregar já com o António na cara, descompondo-o, valendo a pronta ajuda do forcado Joaquim Murteira Correira, que marcou o seu regresso às arenas com uma boa primeira ajuda assim como do restante grupo, bem rematada pelo rabejador Francisco Godinho. De destacar a primeira intervenção no nosso grupo do forcado Mim Garcia que se estreou a pegar connosco nesta corrida de Vinhais.

Para o segundo toiro foi escolhido o forcado Manuel Dentinho. Esteve bem à primeira tentativa, mas, apesar de uma boa primeira ajuda do João Maria Santos, o restante grupo não conseguiu ajudar eficientemente fruto também de uma “finta” que o toiro deu ao grupo. Na segunda tentativa o Manuel não esteve bem com o toiro, que investia com a cara muito por baixo, consumando-se a pega à terceira tentativa com ajudas já mais carregadas.

Para o nosso terceiro toiro foi a vez do forcado João da Câmara. À primeira tentativa não esteve correcto com a rês não lhe ficando na cara, valendo um susto ao regressado Quim Zé que ainda foi colhido – só acontece a quem acredita até ao fim. Na segunda tentativa o João esteve melhor com o toiro e agarrou-se com vontade aguentando uma viagem não muito suave.

Após a corrida estava guardado o momento gastronómico mais alto da digressão. Fomos jantar à Feira do Fumeiro, juntamente com o grupo das Caldas da Rainha e onde nos foi servida uma deliciosa Posta Mirandesa. Desfrutámos assim de um belo jantar, em amena confraternização com o pessoal das Caldas onde não faltaram boas conversas e até algumas brincadeiras…

Por fim rumámos de novo a Mirandela onde ainda fomos dar um pézinho de dança à distinta discoteca recém inaugurada. No domingo foi dia de regresso a casa onde todos chegámos bem graças a Deus.

Resta reforçar alguns pontos altos desta digressão, tais como o regresso do primeiro-ajuda Quim Zé que mostrou estar cheio de fome de toiros (foi o rei da Posta) e à entrada do forcado Mim Garcia aos quais desejo a maior sorte para esta época e as futuras. Também de realçar os novos “futuros elementos” António Calça e Pina, Patricio, João Megre, Nuno Campelo e Martim Taborda, que entraram com pé direito acompanhando o Grupo nesta digressão. Agradecer ao antigo elemento Gonçalo Saúde e ao amigo Miguel Pinto pelo prazer e ajuda que nos deram ao acompanhar o Grupo.

Ficam também os agradecimentos ao GFA das Caldas da Rainha, na pessoa do Cabo Vinhais por nos ter ajudado a marcar a fardação e o jantar.

Pelo Grupo de Montemor desta vez não houve “venha vinho” mas houve muito “bot’ abaixo”. Venha a próxima…

JP

 

Fique de seguida com alguns registos fotográficos da corrida:

 

O cabo Zé Maria a dar algumas instruções a António V.C na primeira pega da época

Manuel Dentinho após a sua pega

João da Câmara a trazer toureado o seu oponente

Francisco Borges a rematar a sorte

Três dos cinco elementos da "Carroça dos Ursos"

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