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Troféu José Maria Cortes: de Alcácer para o Mundo!

No passado dia 23 de Junho, o Grupo teve em Alcácer do Sal mais um importante desafio desta época.

Para além do nosso Grupo de Montemor, o cartel era composto por António Ribeiro Telles, Luís Rouxinol, João Moura Jr. e os nossos eternos rivais, os Forcados Amadores de Santarém. Os touros pertenciam à ganadaria Passanha e pesavam entre os 510 e os 610 kg.

Esta era para nós uma tarde especial: estava em disputa o prémio José Maria Cortes, para o melhor Grupo em praça!

Com o nosso Cabo em terras asiáticas, coube ao Manuel Ramalho a difícil tarefa de liderar o Grupo, nesta tarde de compromisso. Para pegar o primeiro touro, o Manuel escolheu o Forcado Ico Barreto. O touro, de 600 kg, era imponente mas não demonstrava muitas dificuldades para a pega. O Ico concretizou uma pega limpa, à primeira tentativa, e foi superiormente ajudado pelo nosso Tó Pena. Gostaria de realçar o grande momento que estes dois forcados atravessam, ajudando a manter o GFAM no topo do panorama taurino nacional.

PS: em altura de Mundial, largo estas linhas e entrego a bola aos meus companheiros de equipa Filipe Mendes e Tiago Telles de Carvalho, pelo que em nada me responsabilizo por tudo o que seja escrito a partir de agora!

Para o segundo toiro da tarde, com 550 kg, saltou a arena o Manuel Ramalho! Forcado de créditos firmados, brindou a sua pega ao empresário e amigo Vasco Durão, por mais um bom cartel montado e por tudo em que tem feito em prol da nossa festa. Apesar de já não pegar há algum tempo, o Manuel andou calmo para o toiro, fazendo mais uma pega limpa à primeira tentativa. Todo o grupo ajudou de forma pronta e coesa.

O nosso terceiro toiro, com 605 kg, era o mais sério da corrida! Como é apanágio no nosso Grupo, para grandes Toiros, grandes Forcados. O CR7 deu o passo em frente e, perante o sério oponente, manteve sempre a calma, começando cá de trás a citar, provocando a investida no sítio certo (a um toiro que veio com muita velocidade), reuniu bem mas já no seio dos terceiros ajudas é desfeiteado. Na segunda tentativa o Francisco Borges manteve a serenidade e fez tudo igual outra vez, com uma reunião não tão perfeita como a anterior. Valeu-lhe grande primeira ajuda de António Cortes (Tó Pena), que logo o corrigiu na cara do astado. De salientar que estávamos escassos de ajudas da primeira linha e os mais novos resolveram bem a papeleta ao dar o passo em frente. Não quero deixar de enaltecer a grande actuação do nosso rabejador Francisco Godinho, a meu ver o melhor rabejador do escalafón nacional.

No final da corrida recebemos o Prémio José Maria Cortes que estava em disputa para o melhor Grupo em praça. Bonito gesto do Manuel Ramalho em chamar os sobrinhos do Zé Maria para receber o prémio das mãos do seu Avô e Lenda Viva João Cortes.

A melhor parte estava em casa dos elementos António e Miguel Cecilio: uma paella óptima e bem regada, que nos manteve acesos até altas horas da madrugada!

Frederico Caldeira, Filipe Mendes e Tiago Telles de Carvalho

Lisboa, Alcácer do Sal, e algures entre Alter do Chão e a Austrália, Junho 2018.

Fotografias de Florindo Piteira.

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